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Cálculos Renais

O que são

Pedras no sistema urinário são também chamadas cálculos ou litíase. São formadas basicamente por cristais que se depositam no interior dos rins e acumulam-se formando pedras de tamanhos variados. Estes cristais geralmente estão presentes na urina de todos nós, mas permanecem dissolvidos na mesma. Nos indivíduos que consomem pouca água ou produzem cristais em excesso, os cristais ficam muito concentrados na urina e tendem a se depositar no interior do rim, dando origem aos cálculos. Uma pedra nos rins pode crescer por meses ou anos antes que cause qualquer sintoma.

Sintomas

Os sintomas mais comuns são cólica intensa na região lombar, hematúria (presença de sangue na urina), náuseas e vômitos, além da dificuldade para urinar, presente apenas em alguns dos pacientes.
Embora muitos pacientes com crise de cólica renal necessitem de tratamento para a dor, outros podem apresentar sintomas muito leves ou mesmo permanecerem assintomáticos. Mesmo quando assintomáticos, os cálculos urinários são preocupantes pois podem predispor a infecções ou causar perda da função do rim.

Causas Prováveis

A formação de cálculos é um processo biológico complexo, ainda pouco conhecido, apesar dos consideráveis avanços já realizados. Hoje, constata-se que mudanças nos regimes alimentares, promovidas pela industrialização dos alimentos, mais ricos em proteínas, sal e hidratos de carbono, aumentaram a formação de cálculos. Outros fatores podem associar-se a uma maior chance de desenvolver litíase. Entre eles vale mencionar
o tipo de alimentação, doenças metabólicas, infecções, doenças intestinais e outras.
Os cálculos renais são muito freqüentes e acometem principalmente os adultos entre 20 e 60 anos. Os homens são mais acometidos que mulheres e indivíduos que tenham familiares com histórico da doença têm mais chance de desenvolver a doença.

Composição

Diferentes cristais podem ser causadores de pedras nos rins. Os mais freqüentes são os de oxalato e fosfato de Cálcio, ácido úrico, estruvita (associado a infecções urinárias) e cistina. Muitas vezes os cálculos são formados por uma mistura destes cristais. A importância de saber a composição do cálculo em um paciente é que a partir desta informação pode-se elaborar mais adequadamente uma estratégia de tratamento e prevenção de novos cálculos.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é feito a partir de exames de imagem como raios-X, ultra-som ou tomografia. Exames de urina e sangue também podem ser necessários para ajudar no diagnóstico e avaliar outros aspectos associados. O tratamento pode ser realizado por procedimentos não invasivos como a LECO, cirurgias minimamente invasivas como ureterorenolitotripsia, cirurgia renal percutânea ou até mesmo cirurgia aberta.

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