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Perda involuntária de urina

O QUE É

Incontinência urinária é a perda involuntária de urina. Para muitas pessoas, constitui uma fonte de constrangimento e dificuldade social que é escondida e deixada sem tratamento por preconceito ou desinformação de seus portadores. Ainda que a incontinência seja mais comum entre pessoas idosas, afetando cerca de um terço daqueles com mais de 60 anos de idade, ela não é uma conseqüência natural do envelhecimento (apesar dos músculos do trato urinário perderem algum tônus com o passar dos anos). É uma desordem tratável, que pode atingir também aos jovens.
De acordo com informação divulgada pela Sociedade Brasileira de Urologia, cerca de quinze por cento da população brasileira sofre de perda de urina. No entanto, acredita-se que o total de pessoas afetadas seja ainda maior do que o mostrado pelas pesquisas, pois muitos portadores deste problema acabam não informando os profissionais de saúde que os atendem sobre a perda de urina. São milhões de pessoas, no Brasil e no mundo atingidas por um problema que, em geral, interfere significativamente na qualidade de vida.

Normalmente a incontinência urinária afeta mais às mulheres, sendo que 38% delas possuem algum grau de perda involuntária de urina e entre pessoas com mais de 60 anos, a incontinência ocorre duas vezes mais em mulheres do que em homens.


COMO ACONTECE

Para entender a incontinência urinária, é preciso compreender o processo da micção. A micção, é controlada por nervos e músculos do sistema urinário.

O trato urinário inclui:

 

rins
Filtram o sangue e excretam os produtos finais do metabolismo do corpo, como urina.
ureteres
Tubos que conduzem a urina dos rins à bexiga.
bexiga
Saco que serve como reservatório de urina.
próstata (em homens)
Glândula envolvida na produção de sêmen.
uretra
Tubo que conecta a bexiga ao exterior do corpo.


 

Quando você não está urinando, os músculos dos esfíncteres externo e interno da uretra mantém o tubo uretral fechado. Pequenas quantidades de urina são continuamente esvaziadas na bexiga pelos ureteres a cada 10 a 15 segundos. Logo, a urina acumula na bexiga e quando ela fica cheia, o cérebro envia sinais para os músculos da bexiga contrair e aqueles da uretra relaxar, permitindo, então, que ocorra a micção.

A incontinência ocorre quando o estoque e o esvaziamento da urina da bexiga não funcionam de uma maneira coordenada. Esta falta de coordenação entre os processos de estoque e esvaziamento é devido a um mau funcionamento dos nervos e músculos da bexiga ou uretra. Em mulheres, a incontinência pode também ser causada por uma perda de suporte da bexiga e uretra.

 

 

TIPOS

A incontinência urinária é classificada em diferentes tipos de acordo com o problema causador da condição.

Na incontinência transitória, pode-se determinar uma causa reversível.

Mais da metade das pessoas idosas com incontinência tem uma causa reversível. Estas causas podem incluir: infecção urinária, constipação intestinal importante, uso de certas medicações, doença aguda, mobilidade restrita, desordens psicológicas, inflamações da bexiga, retenção urinária e desordens hormonais.

Quando uma causa reversível não pode ser determinada, a desordem é classificada como incontinência persistente. É importante notar que na maioria dos pacientes, a incontinência persistente pode ser curada ou melhorada com o tratamento apropriado.

Os tipos de incontinência persistentes são:

 

TIPO
DESCRIÇÃO
SINTOMAS
incontinência de estresse ou de esforço
pequenas quantidades de urina são perdidas quando você tosse, espirra, ou faz qualquer atividade repentina que aumenta a pressão dentro do abdômen.
• Perder urinar ao tossir, espirrar ou dar risadas;
• Ir ao banheiro mais freqüentemente para evitar acidentes;
• Dormir toda a noite mas perder urina ao se levantar da cama;
• Às vezes perder urina ao se levantar de uma cadeira;
• Evitar exercícios porque tem receio de perder urina.

incontinência por urgência ou urge-incontinência
O tipo mais comum de incontinência na mulher, refere a inabilidade em atrasar a micção ao sentir que a bexiga esta cheia.
• Perder urina se não for imediatamente ao banheiro ao sentir vontade;
• Se levantar muitas vezes à noite para urinar;
• Fazer xixi na cama;
• Ter que ir ao banheiro, pelo menos, cada duas horas
• Sentir desejo de urinar desproporcional ao volume ingerido de café, chá, álcool e refrigerantes.
incontinência por transbordamento ou incontinência paradoxal
a bexiga enche em excesso e pequenas quantidades de urina vazam sem qualquer aviso.
• Sentir urgência para urinar mas algumas vezes não conseguem;
• Levantar freqüentemente à noite para urinar;
• Perder gotas de urina todo o tempo;
• Ter a sensação de não esvaziar completamente a bexiga;
• Urinar lentamente, demorando bastante e ter o jato urinário fraco.

incontinência mista
quando há uma combinação dos dois tipos acima.
 

 

DIAGNÓSTICO

O médico ao avaliar um paciente queixando-se de incontinência, deve determinar se existem quaisquer fatores reversíveis contribuindo para a incontinência, como infecções, o uso de certas medicações ou outras doenças.

O primeiro passo na avaliação é fazer uma história completa e um exame físico detalhado. Para a história médica, o especialista faz questões específicas a respeito dos sintomas que o paciente está sentindo, assim como sobre sua saúde, estilo de vida, histórico familiar, qualquer problema médico que o paciente possa ter tido e quais medicações está tomando. Durante o exame físico, o médico avalia a presença de problemas abdominais, vaginal (mulher), prostático (homem), neurológico ou retal.

Os exames de laboratório são feitos usualmente no sangue e na urina para checar sinais de infecção ou outras anormalidades. O médico também pode pedir que o paciente faça um "diário miccional simplificado" (disponível para impressão na seção SERVIÇOS e EXAMES deste site) no qual ele anotará a quantidade de urina durante determinado período de tempo e se ocorre qualquer perda urinária ou sintoma especial. Isto o ajudará a determinar a causa da incontinência.

Existem outros métodos para diagnosticar o problema através de exames. Seu urologista pode solicitar a avaliação urodinâmica (que avalia como a bexiga estoca e esvazia a urina, como a bexiga e uretra funcionam juntas e a velocidade e força do jato urinário) o exame mais completo é denominado de Vídeo-Urodinâmica (padrão ouro para diagnóstico da IU). Veja mais detalhes na sessão de exames.

TRATAMENTO

Existem muitas opções diferentes disponíveis para o tratar a incontinência urinária. O urologista é o "expert" em definir qual a opção mais adequada para as necessidades individuais de cada paciente. Neste caso , o médico recomendará uma opção apropriada ou outras opções baseadas nos resultados dos exames realizados.

Alguns dos tratamentos disponíveis incluem:

 

TRATAMENTO
FUNÇÃO
Medicação
trata a incontinência melhorando a função dos nervos ou músculos da bexiga ou uretra.
Terapia Comportamental
mudanças no comportamento e/ou estilo de vida visando à continência.
Retreinamento Vesical
urinar com horário marcado.
Fisioterapia
exercícios para musculatura pélvica e perineal.
Procedimentos Cirúrgicos
usualmente recomendados em casos mais graves de incontinência, para reparar lesões, anormalidades ou mau funcionamento dos músculos ou tecidos do trato urinário.

 


PROCURE SEU UROLOGISTA

Felizmente, as pesquisas médicas e procedimentos como a Vídeo-urodinâmica têm contribuído, e muito, com a capacidade do médico em diagnosticar e tratar corretamente a incontinência urinária.
Estima-se que com a ajuda médica apropriada, mais da metade de todos os pacientes com incontinência possam ser curados, e uma grande porcentagem apresentaria uma importante melhoria na qualidade de vida.

Se você acha que pode sofrer de incontinência urinária procure a ajuda de um urologista para avaliar corretamente o problema e indicar o tratamento mais adequado.

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