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Perda
involuntária de urina |
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Normalmente a incontinência urinária afeta mais às mulheres, sendo que 38% delas possuem algum grau de perda involuntária de urina e entre pessoas com mais de 60 anos, a incontinência ocorre duas vezes mais em mulheres do que em homens.
Para entender a incontinência urinária, é preciso compreender o processo da micção. A micção, é controlada por nervos e músculos do sistema urinário. O trato urinário inclui:
Quando você não está urinando, os músculos dos esfíncteres externo e interno da uretra mantém o tubo uretral fechado. Pequenas quantidades de urina são continuamente esvaziadas na bexiga pelos ureteres a cada 10 a 15 segundos. Logo, a urina acumula na bexiga e quando ela fica cheia, o cérebro envia sinais para os músculos da bexiga contrair e aqueles da uretra relaxar, permitindo, então, que ocorra a micção. A incontinência ocorre quando o estoque e o esvaziamento da urina da bexiga não funcionam de uma maneira coordenada. Esta falta de coordenação entre os processos de estoque e esvaziamento é devido a um mau funcionamento dos nervos e músculos da bexiga ou uretra. Em mulheres, a incontinência pode também ser causada por uma perda de suporte da bexiga e uretra.
A incontinência urinária é classificada em diferentes tipos de acordo com o problema causador da condição. Na incontinência transitória, pode-se determinar uma causa reversível. Mais da metade das pessoas idosas com incontinência tem uma causa reversível. Estas causas podem incluir: infecção urinária, constipação intestinal importante, uso de certas medicações, doença aguda, mobilidade restrita, desordens psicológicas, inflamações da bexiga, retenção urinária e desordens hormonais. Quando uma causa reversível não pode ser determinada, a desordem é classificada como incontinência persistente. É importante notar que na maioria dos pacientes, a incontinência persistente pode ser curada ou melhorada com o tratamento apropriado. Os tipos de incontinência persistentes são:
O médico ao avaliar um paciente queixando-se de incontinência, deve determinar se existem quaisquer fatores reversíveis contribuindo para a incontinência, como infecções, o uso de certas medicações ou outras doenças. O primeiro passo na avaliação é fazer uma história completa e um exame físico detalhado. Para a história médica, o especialista faz questões específicas a respeito dos sintomas que o paciente está sentindo, assim como sobre sua saúde, estilo de vida, histórico familiar, qualquer problema médico que o paciente possa ter tido e quais medicações está tomando. Durante o exame físico, o médico avalia a presença de problemas abdominais, vaginal (mulher), prostático (homem), neurológico ou retal. Os exames de laboratório são feitos usualmente no sangue e na urina para checar sinais de infecção ou outras anormalidades. O médico também pode pedir que o paciente faça um "diário miccional simplificado" (disponível para impressão na seção SERVIÇOS e EXAMES deste site) no qual ele anotará a quantidade de urina durante determinado período de tempo e se ocorre qualquer perda urinária ou sintoma especial. Isto o ajudará a determinar a causa da incontinência. Existem outros métodos para diagnosticar o problema através de exames. Seu urologista pode solicitar a avaliação urodinâmica (que avalia como a bexiga estoca e esvazia a urina, como a bexiga e uretra funcionam juntas e a velocidade e força do jato urinário) o exame mais completo é denominado de Vídeo-Urodinâmica (padrão ouro para diagnóstico da IU). Veja mais detalhes na sessão de exames.
Existem muitas opções diferentes disponíveis para o tratar a incontinência urinária. O urologista é o "expert" em definir qual a opção mais adequada para as necessidades individuais de cada paciente. Neste caso , o médico recomendará uma opção apropriada ou outras opções baseadas nos resultados dos exames realizados. Alguns dos tratamentos disponíveis incluem:
Se você acha que pode sofrer de incontinência urinária procure a ajuda de um urologista para avaliar corretamente o problema e indicar o tratamento mais adequado. |
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