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É mais comum do que se imagina

Disfunção Erétil

Assunto delicado, fonte de preocupação e constrangimento para a grande maioria dos homens, a inabilidade de obter ereção suficiente para uma relação sexual satisfatória sempre teve uma denominação pejorativa e distante da realidade: impotência.

O termo mais exato para designar o problema de ereção é disfunção erétil. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia, ela ocorre em 10 a 50% da população masculina, independentemente da faixa etária, e pode vir acompanhada ou não de outros distúrbios de sexualidade como a ejaculação precoce e a perda da libido. Embora seja mais comum em homens idosos, assim como a incontinência, não é uma conseqüência natural do envelhecimento. O que acontece é que neles ocorre a disfunção erétil decorrente da concomitância de outras doenças, que são, também, mais freqüentes nesta faixa etária. Homens idosos com boa saúde podem ter ereções normais.


Diagnóstico e Causas

O diagnóstico da disfunção erétil compreende avaliação física e psicológica. Setenta por cento dos casos em pacientes jovens e 35% nos mais idosos são causados por alterações psicológicas. Este aspecto é extremamente importante pois o relacionamento sexual satisfatório compreende uma série de estímulos e realizações muito íntimos. Quando o relacionamento do casal está difícil ou quando o homem está estressado ou qualquer outro problema como depressão ou ansiedade, pode haver interferência no processo de ereção.


As principais causas orgânicas são os problemas hormonais, vasculares ou neurológicos. Há ainda doenças e o uso de determinados medicamentos que contribuem para a ocorrência de disfunção erétil. É preciso considerar ainda certos fatores de risco que contribuem para as doenças vasculares e neurológicas e que, podem interferir no mecanismo de ereção.

Entre os fatores de risco estão a hipertensão, o diabetes, a doença coronária, o alcoolismo e o tabagismo. O fumo contribui para o desenvolvimento da arteriosclerose, doença que afeta os vasos sangüíneos do corpo inteiro e, portanto os vasos penianos. O álcool é outro fator negativo, que atua como depressor do sistema nervoso e, ao contrário do que se possa pensar, não funciona como estimulante nem melhora a ereção.


Tratamentos

Alguns tratamentos – isoladamente ou em conjunto - como a psicoterapia, a reposição hormonal e a restauração vascular podem recuperar completamente a capacidade de ter ereções.

Outros podem oferecer artifícios, que resolvem satisfatoriamente o problema como o implante de prótese peniana. Existem também tratamentos que o paciente pode utilizar cada vez que deseja ter relação sexual, como medicações de uso oral, auto-injeções, medicamento de uso intra-uretral e dispositivo de vácuo.


Procure orientação

Muitas vezes o indivíduo com disfunção erétil demora para procurar um especialista, por preconceito, insegurança ou mesmo desinformação. É necessário esclarecer que o homem deve sempre procurar orientação médica, pois existem soluções simples e seguras para todos os casos. Seu Urologista é o profissional capacitado para orientá-lo e indicar o tratamento mais adequado para o seu caso. Converse abertamente com ele!

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