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Previnir é a melhor solução

Câncer da Próstata

Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), estima-se que 400 mil pessoas com mais de 45 anos tenham a doença e que a maioria não tenha conhecimento disso. Anualmente, são diagnosticados 35 mil casos, com oito mil óbitos. Só em 2005 foram registrados 46 mil e 300 novos casos. Esses valores correspondem a um risco estimado 51 casos novos a cada 100 mil homens.
Os tumores da próstata só produzem manifestações clínicas quando a doença já se apresenta relativamente avançada. Nas fases iniciais o tumor só pode ser identificado através de exames clínicos de rotina, o que justifica a realização do toque retal anual em todo o homem com mais de 45 anos de idade. Se detectado bem no início e se for pouco agressivo, a chance de cura do câncer da próstata é de até 90%.

Os tumores de próstata são detectados por dois exames. Um é o toque retal. O outro teste é o exame de PSA (Antígeno Prostático Específico), que analisa no sangue a concentração de uma proteína associada ao tumor. Em caso de suspeita, é feita a biópsia. Ainda não existem formas de se evitar o câncer de próstata. Sabe-se, porém, que ele tem relação direta com a idade, quantidade de testosterona, hereditariedade, raça, alimentação e país de origem.

Sintomas

Em certos casos os pacientes podem apresentar sinais de retenção urinária ou sintomas neurológicos, decorrentes de metástases na coluna vertebral, com compressão da medula espinhal. Sintomas de obstrução urinária acontecem geralmente devido à hiperplasia benigna da próstata, que ocorre na mesma faixa etária. No entanto, tumores grandes também podem causar sintomas de obstrução. Como o lugar mais comum de metástases são os ossos, nos casos mais avançados, os pacientes podem apresentar dor lombar, ou fraturas sem trauma local.

Tratamento

O tratamento varia da cirurgia de remoção da próstata a diferentes formas de radioterapia. Casos em que os tumores atingem outros órgãos podem implicar terapias hormonais e remoção dos testículos (eles produzem a testosterona, hormônio que estimula o tumor). A cirurgia pode se acompanhar de incontinência urinária em 2 a 3% dos casos, e produz impotência sexual em 50 a 60% dos pacientes. A radioterapia pode causar complicações crônicas na bexiga e nos intestinos em cerca de 15% dos indivíduos tratados. Os recursos para recuperar o desempenho sexual incluem remédios que facilitam a ereção e implantação de próteses penianas. Veja Disfunção Erétil.

Controle de cura

A progressão da doença em pacientes com câncer da próstata pode ser monitorada através da dosagem do PSA. Em paciente submetidos à extração da próstata, os níveis de PSA devem se tornar mínimos até 30 dias após a intervenção. Após tratamento radioterápico, estes níveis podem levar até 12 meses para serem atingidos. A presença de altos níveis do PSA indica persistência do tumor e a queda seguida de elevação dos valores desta proteína traduz a volta da doença.  Previna-se!

Todo homem com mais de 45 anos deve fazer anualmente a avaliação preventiva da próstata, incluídos aí os exames de dosagem do PSA e toque retal. Procure o seu Urologista.

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